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SES reforça vigilância e Mato Grosso do Sul segue sem casos confirmados de hantavirose há 7 anos

Estado investiga um caso suspeito em Campo Grande e mantém protocolos permanentes de prevenção e resposta

Por: Redação 24h News MS
13/05/2026 às 13h13
SES reforça vigilância e Mato Grosso do Sul segue sem casos confirmados de hantavirose há 7 anos
Mato Grosso do Sul não registra casos confirmados de hantavirose desde 2019 e mantém monitoramento permanente da doença (Foto: divulgação / Governo do Estado)

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou nota informativa reforçando as ações de vigilância, prevenção e assistência relacionadas à hantavirose em Mato Grosso do Sul.

O Estado não registra casos confirmados da doença desde 2019 e mantém protocolos permanentes de monitoramento epidemiológico e resposta rápida para possíveis ocorrências.

Atualmente, existe um caso suspeito em investigação em Campo Grande. Segundo a SES, o paciente inicialmente deu entrada com suspeita de leptospirose, porém o protocolo determina a realização de exames para outras doenças com sintomas semelhantes, entre elas a hantavirose.

A hantavirose é uma zoonose viral aguda transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.

Conforme a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Domingues Castilho de Arruda, Mato Grosso do Sul mantém estrutura permanente de preparação para doenças com potencial impacto à saúde pública.

“O Estado possui protocolos alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde, com ações integradas de vigilância epidemiológica, monitoramento laboratorial, capacitação das equipes de saúde e educação em saúde”, afirmou.

A SES destacou ainda que a hantavirose integra o plano estadual de contingência para desastres provocados por chuvas intensas, sendo tratada como agravo prioritário pela vigilância estadual.

De acordo com o Ministério da Saúde, os maiores registros da doença no Brasil ocorrem principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, sobretudo em áreas rurais e locais ligados à agricultura.

Entre os sintomas iniciais estão febre, dores musculares, dor abdominal, cansaço intenso, náuseas e vômitos. Em casos graves, a doença pode evoluir rapidamente para comprometimento pulmonar e cardiovascular.

A SES orienta que a população evite acúmulo de lixo, restos de alimentos e entulhos, além de manter depósitos e residências vedados contra a entrada de roedores.

Também é recomendado evitar varrer locais fechados com sinais de infestação, priorizando limpeza com pano úmido e solução desinfetante para impedir a dispersão de partículas contaminadas no ar.

Em situações de risco ocupacional, o uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras PFF3, luvas e óculos de proteção, também é indicado.

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