
A campanha Maio Roxo reforça neste mês o alerta sobre as doenças inflamatórias intestinais (DIIs), chamando atenção para sintomas como diarreia persistente, dor abdominal, emagrecimento e anemia, que podem indicar problemas mais graves e exigem investigação médica.
Segundo especialistas, as doenças inflamatórias intestinais mais comuns são a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, condições crônicas que afetam o sistema digestivo e podem comprometer significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, cerca de 0,1% da população brasileira convive atualmente com algum tipo de doença inflamatória intestinal.
Em entrevista à Rádio Nacional Amazônia, a médica coloproctologista Mariane Savio destacou que sintomas persistentes não devem ser ignorados.
“Diarreia persistente, principalmente por mais de quatro semanas, dor abdominal frequente, emagrecimento e anemia merecem investigação médica”, alertou a especialista.
A doença de Crohn pode atingir qualquer parte do trato gastrointestinal, desde a boca até o ânus, podendo causar aftas, inflamações intestinais, fístulas e fissuras. Já a retocolite ulcerativa afeta principalmente o reto e o cólon.
Segundo a médica, o diagnóstico geralmente envolve exames como colonoscopia, tomografia, ressonância magnética e ultrassom, além da avaliação clínica realizada por gastroenterologistas ou coloproctologistas.
O tratamento é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo medicamentos específicos e acompanhamento médico. Em casos mais graves, alguns pacientes podem necessitar do uso de bolsa de colostomia.
Especialistas também apontam que fatores como estresse, alimentação rica em ultraprocessados e tabagismo podem contribuir para o aumento dos casos dessas doenças em todo o mundo.
A campanha Maio Roxo busca justamente ampliar a conscientização da população sobre os sinais de alerta e incentivar o diagnóstico precoce, considerado essencial para aumentar a eficácia do tratamento e evitar complicações mais graves.