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Governo cria crédito especial para microempreendedoras do turismo vítimas de violência

Medida permitirá suspensão temporária de parcelas e ampliação de prazos de financiamento para mulheres em situação de vulnerabilidade

Por: Redação 24h News MS
04/06/2026 às 14h16
Governo cria crédito especial para microempreendedoras do turismo vítimas de violência
Ministério do Turismo anuncia condições especiais de financiamento para microempreendedoras vítimas de violência doméstica e de gênero (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Microempreendedoras do setor de turismo vítimas de violência doméstica ou de gênero passarão a contar com condições especiais nos financiamentos contratados por meio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). O anúncio foi feito nesta quinta-feira (04/06) pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

A iniciativa busca oferecer proteção econômica às mulheres que enfrentam situações de violência, permitindo a suspensão temporária do pagamento das parcelas dos financiamentos e a ampliação dos prazos de carência e amortização dos contratos.

Segundo o Ministério do Turismo, a medida foi apresentada durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, realizado em João Pessoa, na Paraíba.

A medida vai permitir que as mulheres que enfrentam momento difícil contem com carência maior nos financiamentos do Fungetur, dando estabilidade para preservar seus negócios”, afirmou o ministro Gustavo Feliciano.

Com as novas regras, as beneficiárias poderão solicitar a suspensão temporária dos pagamentos por até seis meses. Além disso, os contratos destinados a investimentos em capital fixo terão prazo de amortização ampliado de 240 para 246 meses, enquanto a carência passará de 60 para 66 meses.

Nos financiamentos para aquisição de bens, o prazo de amortização será ampliado para 126 meses, com carência de até 54 meses. Já nas operações de capital de giro, a amortização poderá chegar a 126 meses, com carência de até 30 meses.

O benefício será válido tanto para novos contratos quanto para financiamentos que já estejam em fase de pagamento.

Para ter acesso às condições especiais, a empreendedora deverá comprovar ser vítima de violência física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial, conforme previsto na Lei Maria da Penha. A comprovação poderá ser feita por meio de documentos oficiais, como boletins de ocorrência, medidas protetivas ou decisões judiciais.

De acordo com o Ministério do Turismo, a iniciativa busca reduzir os impactos financeiros causados pela violência de gênero, ajudando mulheres a manter seus negócios ativos e preservando empregos e renda.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que o país registra mais de 1 milhão de atendimentos relacionados à violência de gênero por ano. Considerando que mais de 10 milhões de mulheres estão à frente de empreendimentos no Brasil, o governo avalia que a violência doméstica representa um fator que pode comprometer diretamente a sustentabilidade financeira de milhares de negócios.

A expectativa da pasta é ampliar as condições de permanência das mulheres empreendedoras nas linhas de crédito do Fungetur, fortalecendo a autonomia financeira feminina e contribuindo para a proteção das vítimas.

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