
O pré-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad (PT), afirmou que a tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras poderá provocar impactos bilionários na economia sul-mato-grossense. A declaração foi feita na quinta-feira (16/07), durante entrevista em que também apresentou propostas para áreas como economia, segurança pública, saúde e educação.
Segundo Fábio Trad, embora a carne tenha ficado fora da medida, outros segmentos importantes da economia estadual deverão ser afetados.
Durante a entrevista, o pré-candidato afirmou que a sobretaxa imposta pelo governo norte-americano ultrapassa a esfera comercial e possui motivação política.
"Essa taxação representa bilhões de reais a menos no nosso PIB e atinge diretamente o Mato Grosso do Sul. Afeta o ferro-gusa, com o qual trabalhamos fortemente aqui, e atinge também tudo aquilo que circunscreve a agroindústria relacionada aos produtos primários do nosso Estado", declarou.
Trad também defendeu uma postura firme do Brasil diante da medida.
"Espero que o presidente Lula mantenha sua firmeza, e nós brasileiros não nos curvemos a essa política de chantagem", afirmou.
O pré-candidato criticou o modelo econômico baseado na exportação de commodities e defendeu uma política voltada à industrialização, inovação e pesquisa para agregar valor à produção estadual.
Segundo ele, o fortalecimento de incubadoras, aceleradoras e agências de inovação pode ampliar a geração de empregos e renda em Mato Grosso do Sul.
Na segurança pública, Fábio Trad defendeu o reforço do efetivo policial, a retomada do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) e o fortalecimento das ações de inteligência no combate ao crime organizado.
Na saúde, voltou a defender a distribuição gratuita de cannabis medicinal pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e criticou a política de incentivos fiscais adotada pelo Estado, argumentando que parte desses recursos poderia ser destinada à ampliação dos investimentos em hospitais e programas sociais.
Já na educação, citou o déficit de vagas em creches municipais, criticou a terceirização do ensino técnico e defendeu maior integração entre o Governo do Estado, universidades públicas e o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) para fortalecer a formação profissional.
Ao encerrar a entrevista, Fábio Trad afirmou que pretende construir um governo voltado à inclusão social, com foco na ampliação da participação de grupos historicamente excluídos.