
A definição da chapa de Simone Tebet (PSB) para a disputa ao Senado por São Paulo passou a movimentar os bastidores do Partido dos Trabalhadores (PT). A vaga de primeiro suplente, destinada ao partido dentro da composição da aliança de centro-esquerda, é disputada por diferentes grupos internos da legenda.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, parceiros do TopMídiaNews, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiram que a suplência de Simone Tebet ficará com um nome indicado pelo PT, enquanto a suplência da ministra Marina Silva (Rede) deverá ser destinada ao PSOL ou ao PDT.
Entre os nomes cotados está o ex-deputado federal Vicentinho (PT-SP), ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Conforme a reportagem, sua indicação atenderia uma reivindicação do movimento negro e também evitaria a divisão de votos entre lideranças ligadas ao setor metalúrgico.
Caso Vicentinho seja confirmado como suplente, o atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges, pré-candidato a deputado federal, teria caminho livre para concentrar o apoio da categoria. Segundo a reportagem, Selerges é apontado por integrantes da esquerda como um dos candidatos apoiados pelo presidente Lula.
Outra ala do PT, no entanto, defende outros nomes para a vaga. Entre eles estão Laio Morais, ex-chefe de gabinete do ministro Fernando Haddad no Ministério da Fazenda, e Marco Aurélio Carvalho, advogado e coordenador do grupo Prerrogativas. Os dois são vistos como representantes do segmento formado por juristas e acadêmicos ligados ao partido.
A definição dos suplentes ganhou maior relevância diante da possibilidade de Simone Tebet e Marina Silva voltarem a ocupar ministérios em um eventual novo governo Lula, caso ele seja reeleito em 2026. Nessa hipótese, os suplentes assumiriam as vagas no Senado durante o período de afastamento das titulares.
Cada candidato ao Senado registra dois suplentes, já que o mandato parlamentar tem duração de oito anos.
Levantamento divulgado pelo Instituto Datafolha no início de julho aponta Marina Silva e Simone Tebet tecnicamente empatadas na liderança das intenções de voto para o Senado em São Paulo.
Segundo a pesquisa, Marina Silva aparece com 18% das intenções de voto, seguida por Simone Tebet, com 16%. Ricardo Salles (Novo) registra 13%, André do Prado (PL) tem 11%, Guilherme Derrite (PP) soma 10% e Paulinho da Força (Solidariedade) aparece com 8%.
O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 3 de julho, em 71 municípios paulistas, ouvindo 1.608 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.