
Seis criminosos invadiram o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande, e resgataram três detentos na noite de segunda-feira (20/07). Entre os fugitivos está Ítalo de Moraes, apontado pelas forças de segurança como ligado a José Cláudio Arantes, o "Tio Arantes", considerado uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Mato Grosso do Sul.
Segundo as informações apuradas, três integrantes do grupo entraram na unidade prisional enquanto outros três permaneceram do lado de fora dando apoio à ação.
Os criminosos arrombaram cadeados da área de isolamento do presídio e libertaram Ítalo de Moraes, Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa. Conforme as investigações, Bruno e Thiago também são apontados como integrantes da mesma organização criminosa e ligados ao grupo comandado pelo sobrinho de "Tio Arantes".
Após a fuga, equipes da Polícia Penal acionaram imediatamente a Diretoria de Operações da Agepen, a Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário e as demais forças de segurança para iniciar as buscas pelos fugitivos.
Até a publicação desta reportagem, nenhum dos três havia sido localizado.
Em nota, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que não houve confronto durante a ocorrência, nem registro de invasores armados. A autarquia afirmou ainda que a estrutura de contenção foi restabelecida e instaurou procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da evasão.
O Centro Penal Agroindustrial da Gameleira é uma unidade destinada ao regime semiaberto e classificada como estabelecimento de segurança mínima. Apesar disso, possui uma ala de isolamento, onde os três detentos estavam custodiados no momento da fuga. A Agepen não informou o motivo da permanência deles nesse setor.

Também foram comunicadas a 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande e os sistemas de gestão prisional, permitindo o bloqueio dos registros dos fugitivos e a expedição de novos mandados de prisão.
Em nota, o Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso do Sul (Sinsapp/MS) afirmou que o episódio não é um caso isolado e defendeu a adoção de medidas urgentes para reforçar a segurança nas unidades prisionais do Estado. A entidade também voltou a cobrar a regulamentação da carreira dos policiais penais e a implantação de protocolos operacionais mais rígidos.
As forças de segurança seguem realizando diligências e ações de inteligência para localizar e recapturar os três fugitivos.
Fonte: g1 MS.