
A Polícia Federal alterou o calendário de renovação de aproximadamente 1,5 milhão de Certificados de Registro de Arma de Fogo de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs) para evitar uma sobrecarga no sistema. A informação consta no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23/07).
A PF assumiu oficialmente, em 1º de julho de 2025, a responsabilidade pelo registro, controle e fiscalização das armas de fogo no Brasil, função que anteriormente era exercida pelo Exército Brasileiro.
Para evitar que milhões de certificados vencessem ao mesmo tempo, a corporação criou, em abril deste ano, um cronograma escalonado conforme o mês de nascimento dos proprietários. Com isso, as renovações serão distribuídas entre agosto de 2026 e agosto de 2027.
Segundo o anuário, a medida evitou um colapso administrativo, mas também evidenciou o grande volume de processos herdados pela Polícia Federal.
O levantamento aponta que 1,64 milhão de registros administrados pela Polícia Federal estão vencidos, o equivalente a 30,1% dos 5,46 milhões de registros de armas existentes no país.
Os dados mostram que o sistema reúne:
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública destaca que esse processo representa uma oportunidade para atualizar os cadastros e reforçar a fiscalização sobre o arsenal em circulação nas mãos de civis.
O número de registros ativos no Sistema Nacional de Armas (Sinarm) aumentou 240,3% entre 2017 e 2025, passando de 637.972 para 2.171.213 registros.
Apesar disso, o crescimento entre 2024 e 2025 foi de apenas 0,8%, a menor variação anual desde o início da série histórica.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a desaceleração indica que as medidas adotadas desde 2023 reduziram o ritmo de expansão do mercado legal de armas de fogo no Brasil.