
A construção do novo plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul já alcançou cerca de 10% de execução e foi planejada com espaço reservado para 5 gabinetes adicionais, caso o número de deputados estaduais aumente no futuro. A estrutura terá capacidade para aproximadamente 700 pessoas e integra uma obra orçada em R$ 102 milhões.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (10/08) pelo 1º secretário da Assembleia, deputado Paulo Corrêa (PL), que detalhou o andamento do projeto e as adaptações realizadas durante a etapa de fundação.
Segundo Paulo Corrêa, a etapa de fundação precisou ser modificada, provocando um atraso estimado em aproximadamente 40 dias.
As estacas tiveram de ser perfuradas individualmente para adequar a fundação ao projeto da nova estrutura. Apesar da alteração, o deputado afirmou que a obra segue dentro do cronograma estabelecido após a mudança.
A nova construção terá estrutura metálica, que ficará posteriormente encoberta pelos revestimentos. A escolha do sistema deve permitir maior agilidade nas próximas etapas da construção.

A previsão apresentada pela Assembleia é de aproximadamente 24 meses para a conclusão da obra. Com isso, a entrega deve ocorrer entre o fim de 2027 e o início de 2028.
O cronograma não permitirá que o novo plenário seja concluído a tempo das comemorações dos 50 anos de Mato Grosso do Sul, celebrados em 2027.
O projeto prevê aproximadamente 11.382 metros quadrados de área construída, mais que o dobro da capacidade atual. O novo espaço poderá receber cerca de 700 pessoas, enquanto o plenário existente comporta aproximadamente 300.
O novo plenário terá formato circular e uma cúpula sobre a área destinada às sessões.
O projeto também prevê galerias para o público, mesa diretora com acessos privativos, salas técnicas de taquigrafia, cerimonial e assessoria, além de estúdios da TV e da Rádio Assembleia.
Também estão incluídas salas de imprensa, sala VIP, sala médica acessível, recepção com triagem e controle eletrônico de acesso, sanitários acessíveis, copa, depósitos e sala de CPD.
A estrutura tecnológica contará com climatização central, renovação de ar, iluminação técnica, rede de dados, sistema de sonorização, votação eletrônica, painéis de LED e equipamentos para transmissão digital.
A parte elétrica terá subestação, quadros de energia, nobreaks e geradores.
Uma das características do projeto é a reserva de espaço para uma possível ampliação do número de deputados estaduais.
Atualmente, cada gabinete possui aproximadamente 89 metros quadrados. A Assembleia reservou uma área de cerca de 450 metros quadrados, suficiente para 5 novos gabinetes.
A medida considera o crescimento populacional de Mato Grosso do Sul e uma eventual mudança no número de parlamentares.
A previsão, porém, não significa que novas vagas estejam sendo criadas neste momento. O espaço foi deixado preparado para uma possível alteração futura na composição da Assembleia.
O novo prédio também será conectado à estrutura atual da Casa de Leis por meio de um corredor localizado na região central do complexo.
O projeto também prevê o uso de energia solar para ampliar a autonomia do novo plenário.
A Assembleia já utiliza geração solar e pretende ampliar o sistema, com instalação de novas placas e baterias.
A estrutura contará ainda com nobreaks e geradores para garantir a continuidade das atividades em caso de interrupção no fornecimento convencional de energia.
A intenção é evitar que sessões legislativas sejam interrompidas por falta de energia elétrica.
O contrato para construção do novo plenário foi firmado com a Paulitec Construções Ltda. e a Tecnoedil S.A. Constructora, integrantes do Consórcio Novo Plenário.
O valor contratado é de R$ 102 milhões. O projeto inclui todas as etapas necessárias para a entrega da estrutura pronta para funcionamento, desde fundações e terraplenagem até instalações elétricas e hidrossanitárias, revestimentos, pintura, urbanização e acessos.
O consórcio responsável pela obra também atua na construção da Ponte Internacional da Rota Bioceânica, que ligará Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai.
O projeto arquitetônico do novo plenário foi aprovado pela Mesa Diretora em março de 2025.
A proposta surgiu diante da necessidade de ampliar a capacidade de atendimento ao público durante sessões e audiências com grande participação popular.
A Assembleia citou como exemplo o debate sobre a proposta de proibição da pesca em Mato Grosso do Sul, quando parte do público precisou acompanhar os trabalhos do lado de fora do plenário.
Além do aumento da capacidade, a nova estrutura foi projetada para modernizar os recursos tecnológicos utilizados nas sessões, transmissões, votações e atividades de comunicação da Assembleia Legislativa.