
A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos em um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. A descoberta foi anunciada na sexta-feira (14/08) e representa um novo avanço na exploração da Margem Equatorial brasileira.
O poço Morpho está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma área de águas profundas, com lâmina d’água de 2.886 metros.
A identificação de hidrocarbonetos confirma a presença de petróleo ou gás natural na área, mas ainda não significa que exista uma reserva comercialmente viável.
A Petrobras continuará os trabalhos de perfuração e avaliação para determinar as características dos hidrocarbonetos encontrados, a extensão da acumulação e o potencial de produção da área.
A estatal considera o resultado relevante para sua estratégia de recomposição das reservas de petróleo e gás e para o atendimento da demanda nacional de energia durante a transição energética.
O poço Morpho, identificado pelo código 1-BRSA-1405-APS, está localizado no bloco FZA-M-59, adquirido pela Petrobras na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013.
A Petrobras é a operadora do bloco e possui 100% de participação na área.
A região integra a Margem Equatorial brasileira, considerada uma das principais novas fronteiras de exploração de petróleo e gás do país.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a descoberta confirma as expectativas positivas da companhia em relação à Margem Equatorial.
Segundo ela, a identificação de hidrocarbonetos na costa do Amapá representa resultado do trabalho desenvolvido pela estatal e contribui para a estratégia de recomposição das reservas e para a segurança energética do país.
A empresa ainda precisa avançar nas avaliações antes de definir se a área poderá futuramente entrar em uma etapa de desenvolvimento e produção.
A exploração de petróleo na Margem Equatorial ocorre em uma região ambientalmente sensível e vem sendo acompanhada por debates relacionados ao licenciamento e aos possíveis impactos das atividades.
A descoberta, portanto, não significa início imediato da produção. Antes de qualquer eventual exploração comercial, serão necessárias novas avaliações técnicas, estudos sobre a acumulação encontrada e o cumprimento das exigências ambientais e regulatórias.
Especialistas também avaliam que o resultado é importante por confirmar a existência de um sistema petrolífero ativo na região, embora ainda seja cedo para estimar quanto petróleo poderá ser produzido.