Quarta, 15 de Abril de 2026
20°C 34°C
Três Lagoas, MS
Publicidade

STF confirma direito de recusar transfusão de sangue por religião

Tribunal rejeitou recurso do Conselho Federal de Medicina e manteve decisão favorável às Testemunhas de Jeová

Por: Redação 24h News MS
17/08/2025 às 16h55
STF confirma direito de recusar transfusão de sangue por religião
Campanha de doação de sangue no Hemorio, centro do Rio de Janeiro (Foto - Tomaz Silva/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para reafirmar o direito de negar transfusões de sangue por motivos religiosos, rejeitando recurso do Conselho Federal de Medicina (CFM), que buscava reverter decisão favorável ao grupo Testemunhas de Jeová.

O julgamento dos embargos ocorre no plenário virtual, em sessão prevista para durar até as 23h59 desta segunda-feira (18). Votaram por negar o recurso o relator, ministro Gilmar Mendes, e os ministros Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, André Mendonça e Dias Toffoli.

A maioria será confirmada caso não haja pedido de vista (mais tempo de análise) ou destaque (remessa ao plenário físico). A decisão tem repercussão geral, devendo ser observada por todos os tribunais do país.

Em setembro de 2024, o plenário do Supremo decidiu por unanimidade que os cidadãos têm o direito de recusar procedimentos médicos por motivos religiosos. Esse é o caso, por exemplo, das Testemunhas de Jeová, cuja fé não permite transfusões de sangue.

“A recusa a tratamento de saúde por razões religiosas é condicionada à decisão inequívoca, livre, informada e esclarecida do paciente, inclusive quando veiculada por meio de diretivas antecipadas de vontade”, diz a tese estabelecida na ocasião.

A tese vencedora também estabeleceu a possibilidade da realização de procedimento alternativo, sem a transfusão de sangue, “caso haja viabilidade técnico-científica de sucesso, anuência da equipe médica com a sua realização e decisão inequívoca, livre, informada e esclarecida do paciente”.

A CFM recorreu da decisão alegando haver omissões, pois o Supremo não teria esclarecido o que fazer em cenários nos quais o consentimento esclarecido do paciente não seria possível, ou em casos com risco de morte iminente.

Dois casos concretos serviram de base para a decisão. Um dizia respeito a uma mulher de Maceió que se recusou a fazer transfusão para realizar uma cirurgia cardíaca. O outro tratava de uma paciente do Amazonas que exigia o custeio pela União de uma cirurgia de artroplastia total em outro estado, onde poderia ser feita sem transfusão de sangue.

No voto seguido pela maioria, em que rejeitou o recurso da CFM, o relator Gilmar Mendes escreveu que, ao contrário do argumentado, os pontos de omissão foram levantados e esclarecidos no julgamento.

“Em situações nas quais a vida do paciente esteja em risco, o profissional de saúde deve atuar com zelo, adotando todas as técnicas e procedimentos disponíveis e compatíveis com a crença professada pelo paciente”, reiterou o ministro.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Três Lagoas, MS
35°
Parcialmente nublado
Mín. 20° Máx. 34°
34° Sensação
1.33 km/h Vento
24% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h37 Nascer do sol
18h15 Pôr do sol
Quinta
34° 20°
Sexta
35° 20°
Sábado
35° 22°
Domingo
35° 21°
Segunda
35° 22°
Economia
Dólar
R$ 4,99 +0,08%
Euro
R$ 5,89 +0,11%
Peso Argentino
R$ 0,00 +2,78%
Bitcoin
R$ 393,534,97 +0,29%
Ibovespa
197,622,14 pts -0.52%