
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (EUA) emitiu, nesta quarta-feira (11), uma nova licença geral que facilita a exploração e a produção de petróleo e gás na Venezuela, mas exclui empresas e pessoas vinculadas à China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Irã de participar dos negócios no setor energético do país sul-americano.
A medida representa uma significativa flexibilização do embargo econômico imposto pela administração norte-americana à Venezuela, dona das maiores reservas provadas de petróleo do mundo. A nova licença autoriza transações relacionadas a pagamentos, serviços de transporte e logística, fretamento de embarcações, obtenção de seguros marítimos e serviços portuários, bem como à manutenção de operações de petróleo ou gás no país, incluindo a reforma ou o reparo de equipamentos usados em atividades de exploração e produção.
O documento, contudo, proíbe qualquer transação com pessoas ou empresas ligadas à Rússia, China, Irã, Coreia do Norte e Cuba, ou com entidades controladas direta ou indiretamente por essas nações. Segundo o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, as restrições constituem uma “discriminação flagrante” e Moscou pretende pedir esclarecimentos aos EUA.
A flexibilização do bloqueio econômico ocorre em meio a mudanças importantes na política venezuelana. O governo interino da Venezuela aprovou recentemente uma nova lei do petróleo que visa atrair investimentos estrangeiros e reformar o setor energético, além de outras iniciativas para revigorar a economia do país.
O Serviço de Informações de Energia dos EUA afirmou que, apesar da recuperação das exportações de petróleo bruto em janeiro, a produção de petróleo e gás na Venezuela ainda é incerta. Espera-se que, com a ampliação das licenças concedidas pelos EUA, a produção possa voltar aos níveis anteriores ao bloqueio até meados de 2026.