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Toffoli nega que teve acesso à quebra de sigilo do celular de Vorcaro

Ex-relator afirma que material chegou ao Supremo apenas após mudança de relatoria do processo

Por: Redação 24h News MS
06/03/2026 às 11h38
Toffoli nega que teve acesso à quebra de sigilo do celular de Vorcaro
Ministro do STF Dias Toffoli afirmou que não teve acesso ao conteúdo do celular de Daniel Vorcaro (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou que não teve acesso às quebras de sigilo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro durante o período em que foi relator do inquérito que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, esclarecimento feito após a divulgação de informações relacionadas ao conteúdo das mensagens encontradas no aparelho do empresário.

De acordo com manifestação divulgada pelo gabinete do ministro, os dados obtidos a partir da quebra de sigilo do celular chegaram ao Supremo Tribunal Federal apenas após o dia 12 de fevereiro, data em que o ministro André Mendonça passou a ser o novo relator do caso.

Com isso, segundo Toffoli, ele não teve contato com o conteúdo das mensagens extraídas do aparelho de Daniel Vorcaro, material que passou a integrar a investigação conduzida pela Polícia Federal no âmbito do caso que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.

A investigação faz parte das apurações da Operação Compliance Zero, que analisa suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e outras irregularidades relacionadas ao sistema financeiro.

O celular de Vorcaro foi apreendido durante as fases da operação e se tornou uma das principais peças da investigação, já que mensagens encontradas no aparelho podem indicar relações e possíveis conexões entre envolvidos no esquema investigado.

Antes de deixar a relatoria do processo, Toffoli também havia divulgado nota pública afirmando que nunca recebeu valores do empresário Daniel Vorcaro e que não possui relação pessoal ou financeira com o investigado.

O caso segue sendo analisado pelo Supremo Tribunal Federal e pela Polícia Federal, que continuam examinando o conteúdo dos aparelhos apreendidos e outros elementos reunidos durante a investigação.

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