
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou que não teve acesso às quebras de sigilo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro durante o período em que foi relator do inquérito que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, esclarecimento feito após a divulgação de informações relacionadas ao conteúdo das mensagens encontradas no aparelho do empresário.
De acordo com manifestação divulgada pelo gabinete do ministro, os dados obtidos a partir da quebra de sigilo do celular chegaram ao Supremo Tribunal Federal apenas após o dia 12 de fevereiro, data em que o ministro André Mendonça passou a ser o novo relator do caso.
Com isso, segundo Toffoli, ele não teve contato com o conteúdo das mensagens extraídas do aparelho de Daniel Vorcaro, material que passou a integrar a investigação conduzida pela Polícia Federal no âmbito do caso que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.
A investigação faz parte das apurações da Operação Compliance Zero, que analisa suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e outras irregularidades relacionadas ao sistema financeiro.
O celular de Vorcaro foi apreendido durante as fases da operação e se tornou uma das principais peças da investigação, já que mensagens encontradas no aparelho podem indicar relações e possíveis conexões entre envolvidos no esquema investigado.
Antes de deixar a relatoria do processo, Toffoli também havia divulgado nota pública afirmando que nunca recebeu valores do empresário Daniel Vorcaro e que não possui relação pessoal ou financeira com o investigado.
O caso segue sendo analisado pelo Supremo Tribunal Federal e pela Polícia Federal, que continuam examinando o conteúdo dos aparelhos apreendidos e outros elementos reunidos durante a investigação.