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Material histórico preservado pela Biblioteca Nacional retorna ao acervo científico do Museu Nacional após mais de 100 anos

Material histórico preservado pela Biblioteca Nacional retorna ao acervo científico do Museu Nacional após mais de 100 anos

Por: Redação 24h News MS
18/05/2026 às 10h06
Material histórico preservado pela Biblioteca Nacional retorna ao acervo científico do Museu Nacional após mais de 100 anos
Negativos fotográficos históricos preservados pela Biblioteca Nacional retornam ao acervo do Museu Nacional após incêndio de 2018 no Rio de Janeiro (Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil)

Negativos fotográficos em vidro preservados pela Fundação Biblioteca Nacional retornaram ao acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em uma ação considerada simbólica para a recuperação da memória histórica e científica da instituição atingida pelo incêndio de 2018.

Os materiais haviam sido utilizados pelo antropólogo Edgard Roquette-Pinto em uma conferência realizada na Biblioteca Nacional em 1913 e permaneceram preservados por mais de um século como material de apoio da instituição.

Ao todo, oito negativos de vidro e uma lanterna slide retratam culturas indígenas, espécies da natureza e elementos ligados à pesquisa científica desenvolvida no início do século passado.

As chapas fotográficas funcionavam como matrizes originais para produção de fotografias positivas em papel e agora passam a integrar novamente o acervo da Seção de Memória e Arquivo (Semear) do Museu Nacional/UFRJ.

Entre os registros recuperados estão imagens intituladas “Desenhos simbólicos dos índios Bakairis”, “Zoolito dos Sambaquis de Santa Catarina”, “Maloca dos índios Curutús do Rio Negro”, “Tartaruga sp.” e “Cabeça do último índio Cambeba”.

Conforme o Museu Nacional, a restituição representa um marco importante para a recomposição do patrimônio histórico perdido no incêndio que destruiu grande parte do acervo em setembro de 2018.

O diretor do Museu Nacional/UFRJ, Ronaldo Fernandes, destacou que a cooperação entre instituições tem sido fundamental para reconstruir a memória científica e cultural do país.

“A incorporação dos negativos em vidro ao acervo do Museu Nacional simboliza a força dessa cooperação e o compromisso compartilhado com a preservação de um patrimônio de enorme relevância histórica, científica e cultural para o Brasil”, afirmou.

A identificação e análise dos materiais foram realizadas pela equipe técnica da Semear, em conjunto com especialistas em conservação, restauração e história.

Segundo o pesquisador Jorge Dias, responsável pela mediação da devolução, os negativos representam fragmentos fundamentais da trajetória científica do Museu Nacional.

O incêndio ocorrido em 2018 destruiu milhares de peças históricas, documentos, coleções científicas e registros acumulados ao longo de mais de dois séculos de existência do Museu Nacional.

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