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Bilhetes do PCC levaram polícia à investigação que terminou com prisão de Deolane

Operação aponta que influenciadora teria recebido valores ligados ao crime organizado e lavagem de dinheiro

Por: Redação 24h News MS
21/05/2026 às 15h34
Bilhetes do PCC levaram polícia à investigação que terminou com prisão de Deolane
Operação Vérnix investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC e resultou na prisão da influenciadora Deolane Bezerra (Foto: Reprodução / Instagram)

Bilhetes contendo ordens internas do PCC (Primeiro Comando da Capital), apreendidos em 2019 em um presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, deram início à investigação que resultou na Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21/05) pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil.

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa durante a operação, realizada em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os bilhetes não citavam diretamente o nome de Deolane, mas ajudaram os investigadores a identificar movimentações financeiras ligadas a uma transportadora supostamente criada pelo PCC.

De acordo com a investigação, valores provenientes da empresa eram transferidos para diferentes contas bancárias para dificultar o rastreamento.

Duas dessas contas estariam em nome de Deolane, apontada pela polícia como participante do esquema de lavagem de dinheiro.

Também foram alvos da operação Marco Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC, atualmente preso na Penitenciária Federal de Brasília, além de familiares ligados à facção.

Entre os investigados estão Alejandro Camacho, irmão de Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, apontada como intermediária dos negócios da família e considerada foragida na Espanha, além de Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, investigado por receber recursos lavados da organização criminosa.

A operação resultou em seis mandados de prisão preventiva, bloqueio superior a R$ 327 milhões, apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

Segundo o promotor do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Lincoln Gakiya, as investigações mostraram que a empresa de transportes investigada pertencia de fato à família Camacho.

“A empresa pertencia de fato à família Camacho, onde foi lavado esse dinheiro”, afirmou o promotor.

Gakiya também declarou que as investigações devem avançar sobre possíveis ligações da influenciadora com empresas de apostas esportivas e outras estruturas financeiras.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que as investigações indicam relação da influenciadora com diferentes vertentes do crime organizado.

Segundo ele, o poder econômico e a influência pública de Deolane teriam sido utilizados para movimentação e ocultação de recursos ilícitos.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal auxiliam nas buscas internacionais, e os investigados foram incluídos na Lista Vermelha da Interpol.

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