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Cobrança com aumento de até 1.185% para cônjuges da Cassems segue em disputa na Justiça

Processos foram unificados e decisão sobre possível suspensão do reajuste ficará sob análise de vara especializada em Campo Grande

Por: Redação 24h News MS
06/06/2026 às 06h39
Cobrança com aumento de até 1.185% para cônjuges da Cassems segue em disputa na Justiça
Reajuste aplicado pela Cassems aos cônjuges de beneficiários segue sendo questionado judicialmente por entidades representativas de servidores públicos em Mato Grosso do Sul. (Foto: Divulgação)

A cobrança com reajuste de até 1.185% aplicada aos cônjuges de beneficiários da Cassems continua sendo alvo de disputa judicial em Mato Grosso do Sul. A medida, que provocou reação entre servidores públicos, ganhou um novo capítulo após a Justiça determinar a unificação das ações coletivas que questionam a legalidade do aumento.

Conforme decisão proferida na sexta-feira (05/06), o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, reconheceu que os processos possuem pedidos semelhantes e determinou a reunião das ações para evitar decisões conflitantes.

Com a medida, caberá ao juiz Eduardo Lacerda Trevisan, titular da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, analisar os pedidos de liminar e decidir sobre a manutenção ou suspensão do reajuste enquanto o processo tramita na Justiça.

O aumento passou a gerar forte repercussão entre os beneficiários após a contribuição mensal de alguns cônjuges saltar de R$ 35 para R$ 450, elevando significativamente os custos para diversas famílias atendidas pelo plano de saúde.

As ações foram apresentadas por entidades representativas de servidores públicos, que defendem a suspensão imediata da cobrança até que haja julgamento definitivo sobre a legalidade da medida.

Enquanto aguardam uma definição judicial, os beneficiários já começaram a receber os boletos com os novos valores, aumentando a pressão por uma decisão rápida do Poder Judiciário.

DECISÕES ANTERIORES

Antes da unificação dos processos, algumas tentativas individuais de barrar o reajuste não obtiveram sucesso.

Em uma das ações analisadas, a Justiça entendeu que a Cassems possui natureza jurídica privada e que a adesão ao plano de saúde é facultativa, extinguindo o processo sem analisar diretamente o mérito do aumento.

Outros pedidos liminares apresentados de forma individual também foram negados até o momento.

POSICIONAMENTO DA CASSEMS

A Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul sustenta que a medida foi adotada para enfrentar um desequilíbrio financeiro na carteira de dependentes cônjuges.

Segundo a instituição, as despesas com assistência médica desse grupo alcançaram aproximadamente R$ 250 milhões no último ano, enquanto a arrecadação correspondente ficou em torno de R$ 61 milhões.

De acordo com a Cassems, a diferença entre receitas e despesas ultrapassou R$ 180 milhões, tornando necessária a revisão dos valores cobrados para garantir a sustentabilidade financeira do sistema.

Agora, a expectativa dos beneficiários e das entidades representativas está concentrada na análise dos pedidos de liminar que poderão manter ou suspender o reajuste até a conclusão do julgamento.

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