
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (07) que o surto de Ebola na República Democrática do Congo ainda não foi estabilizado e permanece em fase de expansão. Segundo a entidade, a movimentação da população entre diferentes regiões tem contribuído para a disseminação da doença, dificultando os esforços de contenção.
Desde que o surto foi declarado, em maio deste ano, o país contabiliza 1.561 casos confirmados e 506 mortes, configurando o maior registro já observado da variante Bundibugyo do vírus Ebola, para a qual ainda não existe vacina nem tratamento específico aprovado.
De acordo com a OMS, a resposta ao surto enfrenta diversos desafios, entre eles a superlotação dos centros de tratamento, a falta de equipamentos de proteção para profissionais de saúde e a greve de parte dos trabalhadores da área na província de Ituri, região mais afetada pela doença. A organização também intensificou o monitoramento em rodovias para reduzir a circulação de pessoas infectadas entre diferentes localidades.
A situação também foi agravada pelo deslocamento de milhares de pessoas provocado pelos conflitos armados no leste da República Democrática do Congo, cenário que dificulta o rastreamento de contatos e amplia o risco de transmissão da doença.