
A escalada das tensões no Oriente Médio voltou a impactar os mercados financeiros nesta segunda-feira (13/07). A Bolsa brasileira encerrou o pregão em queda de 1,2%, enquanto o dólar comercial subiu 0,46% e fechou cotado a R$ 5,13, refletindo o aumento da aversão ao risco entre investidores diante do agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.
O principal índice da B3, o Ibovespa, fechou aos 175.739 pontos. Apesar da valorização das ações da Petrobras, impulsionadas pela alta do petróleo, o desempenho não foi suficiente para compensar as perdas registradas nos setores financeiro, de mineração e em empresas ligadas ao ciclo econômico.
A intensificação da crise no Oriente Médio fez o preço do petróleo Brent subir quase 10% durante o dia. O mercado teme interrupções no fornecimento mundial de petróleo, principalmente após novos desdobramentos envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte da commodity.
O avanço da cotação do petróleo também elevou as preocupações com a inflação global e reforçou as expectativas de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos, cenário que fortalece o dólar frente a moedas de países emergentes, como o real.
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,13, registrando nova valorização diante do aumento das incertezas internacionais.
Analistas avaliam que, enquanto persistirem as tensões geopolíticas no Oriente Médio, os mercados devem continuar operando com elevada volatilidade, acompanhando a evolução do conflito e seus possíveis impactos sobre a economia mundial.