
Os 256.203 eleitores de Mato Grosso do Sul que ainda não possuem cadastro biométrico poderão votar normalmente nas eleições de 2026. Apesar de a identificação pelas digitais estar disponível em todas as seções eleitorais do país, a ausência da biometria não impede o exercício do voto.
Segundo orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), basta que o eleitor apresente um documento oficial com foto para ser identificado e autorizado a votar.
Dados da Justiça Eleitoral mostram que 1.768.798 eleitores sul-mato-grossenses, o equivalente a 87,35% do eleitorado, já cadastraram a biometria. Outros 256.203 eleitores, ou 12,65%, ainda não realizaram o procedimento.
A mesma regra vale para quem possui biometria cadastrada, mas não consegue ser identificado pela urna eletrônica. Nesses casos, a leitura da digital pode ser repetida e, persistindo a falha, os mesários confirmam a identidade por meio do documento oficial e das informações constantes no cadastro eleitoral antes de liberar a votação.
A biometria funciona como uma camada adicional de segurança para confirmar a identidade do eleitor e reduzir o risco de fraudes. O cadastro reúne fotografia e impressões digitais, mas sua ausência, por si só, não impede a participação nas eleições.
O cancelamento do título ocorre apenas quando a Justiça Eleitoral convoca uma revisão obrigatória do eleitorado para coleta biométrica e o eleitor deixa de comparecer.
Além disso, a Resolução TSE nº 23.737/2024 determina que eleitores que cadastraram a biometria, mas não utilizaram o sistema por mais de dez anos, deverão realizar um novo cadastro.
O prazo para emissão do primeiro título, atualização de dados, transferência de domicílio eleitoral e cadastramento biométrico foi encerrado em 6 de maio, com o fechamento do cadastro eleitoral para a preparação das eleições de 2026.
Os atendimentos da Justiça Eleitoral para esses serviços serão retomados após a realização do pleito.