
O dólar avançou e o Ibovespa registrou a 11ª queda consecutiva nesta terça-feira (18/08), em mais um dia marcado pela cautela dos investidores nos mercados internacionais. A moeda americana fechou cotada a R$ 5,22, enquanto o principal índice da B3 terminou o pregão aos 166,4 mil pontos.
O movimento refletiu principalmente a aversão global ao risco, com recuo da maioria das bolsas de Wall Street e da Europa durante o pregão.
O índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, teve alta de 0,09%, aos 99,66 pontos.
Investidores também continuam atentos às tensões no Oriente Médio, especialmente às incertezas envolvendo um possível acordo entre Estados Unidos e Irã. O Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo, permanece no centro das preocupações.
O cenário internacional também influenciou os preços do petróleo. O barril do Brent, referência internacional, avançou 0,17%, para US$ 91,02, enquanto o WTI subiu 0,52%, para US$ 84,94.
A alta da commodity ocorre em meio às preocupações com possíveis impactos do conflito sobre a oferta e o transporte de petróleo.
Dados divulgados pelo Federal Reserve mostraram que a produção industrial dos Estados Unidos cresceu 0,2% em julho, abaixo da expectativa de 0,3%.
A desaceleração da economia americana mantém no radar dos investidores a possibilidade de redução dos juros pelo banco central dos Estados Unidos na reunião de setembro.
As decisões do Fed têm impacto nos mercados globais, influenciando o fluxo de investimentos, o comportamento do dólar e a procura por ativos de maior ou menor risco.
No Brasil, o mercado também segue acompanhando os efeitos da avaliação divulgada pelo JPMorgan na semana passada, quando o banco reduziu sua recomendação para investimentos no país.
Segundo os dados citados na análise, o saldo dos investimentos estrangeiros na B3 está negativo em R$ 15,6 bilhões em agosto, o pior resultado para o mês desde 2022.
Analistas ouvidos pela reportagem apontaram que as incertezas internacionais, questões fiscais brasileiras e o cenário eleitoral contribuem para a cautela dos investidores.