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Em meio à guerra com o Irã, secretário do Exército dos EUA renuncia após crise no Pentágono

Dan Driscoll acumulava divergências com Pete Hegseth sobre mudanças no comando e a prontidão das forças americanas

Por: Redação 24h News MS
31/08/2026 às 09h42
Em meio à guerra com o Irã, secretário do Exército dos EUA renuncia após crise no Pentágono
Dan Driscoll apresentou sua renúncia após meses de divergências com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth. (Foto: Nathan Posner/Anadolu via Getty Images)

O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, apresentou sua renúncia à Casa Branca após meses de tensão e divergências com o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Próximo do vice-presidente JD Vance, Driscoll se torna mais um integrante de alto escalão a deixar o Pentágono sob o comando de Hegseth.

A saída ocorre em um momento de forte pressão sobre as Forças Armadas americanas, enquanto os Estados Unidos permanecem envolvidos na guerra com o Irã e mantêm milhares de soldados mobilizados no Oriente Médio.

Driscoll também ganhou projeção internacional ao ser escolhido pelo presidente Donald Trump para participar de negociações com Moscou e Kiev sobre o fim da guerra na Ucrânia.

Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, o secretário apresentou à administração preocupações relacionadas aos esforços de transformação e à prontidão do Exército. Na avaliação dele, essas iniciativas estariam sendo prejudicadas por decisões tomadas por Hegseth, incluindo a demissão de generais.

O Exército não comentou a saída. A Casa Branca, por outro lado, elogiou o trabalho desenvolvido por Driscoll.

Em comunicado, a porta-voz Anna Kelly afirmou que o secretário foi “altamente eficaz” no avanço da agenda do presidente Trump dentro do Departamento do Exército e destacou sua atuação na prontidão militar e nas negociações entre Rússia e Ucrânia.

O desgaste entre Driscoll e Hegseth vinha aumentando nos últimos meses. Segundo uma autoridade norte-americana citada pela imprensa internacional, o chefe do Pentágono considerava Driscoll uma ameaça dentro da burocracia do Departamento de Defesa e já pretendia afastá-lo.

A relação teria se deteriorado ainda mais após mudanças promovidas por Hegseth no comando das Forças Armadas. Em abril, o secretário de Defesa demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George.

A decisão teria surpreendido Driscoll. No mesmo mês, ele relatou a parlamentares que sua família foi até a casa de George após a demissão para prestar apoio ao general.

Em junho, Hegseth também afastou o comandante das forças do Exército dos Estados Unidos na Europa e bloqueou a promoção de oficiais de alta patente.

Confirmado por Trump para o cargo de secretário do Exército em fevereiro de 2025, Driscoll defendia uma transformação da Força, com maior agilidade na aquisição de equipamentos e armamentos.

Ele também fazia críticas às grandes empresas do setor de defesa e defendia mudanças na relação do Exército com os principais fabricantes de armamentos.

Como secretário do Exército, Driscoll era responsável por questões administrativas relacionadas, entre outras áreas, ao treinamento e ao equipamento dos soldados americanos.

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