
O governo de Israel anunciou nesta terça-feira (08/09) uma série de medidas de retaliação após sanções internacionais contra assentamentos israelenses na Cisjordânia.
Entre as contramedidas está o fechamento do consulado britânico em Jerusalém.
Israel também anunciou a expulsão de representantes britânicos do Centro de Assistência Internacional a Gaza e a interrupção da participação do Reino Unido no treinamento das forças da Autoridade Palestina.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, anunciou ainda que 12 parlamentares e cidadãos britânicos serão impedidos de entrar no país.
Segundo o chanceler israelense, essas pessoas estariam envolvidas em atividades classificadas pelo governo de Israel como “anti-Israel e antissemitas”.
“Rejeitamos de forma absoluta as mentiras ultrajantes e as ações do governo trabalhista britânico. A mensagem para todo governo que nos prejudica é clara: vocês perderão sua influência e relevância na região”, afirmou Sa’ar.
A declaração representa a posição do governo israelense sobre as medidas adotadas pelo Reino Unido.
Reino Unido, Canadá e França anunciaram nesta terça-feira sanções contra assentamentos israelenses na Cisjordânia.
O território é reconhecido pela Organização das Nações Unidas como palestino e permanece sob ocupação israelense desde 1967.
As medidas incluem restrições à importação de produtos oriundos dos assentamentos e proibição de anúncios de terrenos localizados nessas áreas.
O chanceler britânico Ed Miliband fez críticas ao governo de Benjamin Netanyahu e classificou parte dos colonos como “terroristas”, além de considerar os assentamentos ilegais.
Além de Reino Unido, Canadá e França, outros nove países informaram que pretendem adotar medidas nacionais ou apoiar restrições europeias ao comércio de bens provenientes dos assentamentos.
Estão entre eles Dinamarca, Finlândia, Islândia, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha e Suécia.
O episódio amplia a tensão diplomática entre Israel e países europeus em meio à disputa sobre os assentamentos israelenses na Cisjordânia.