
O candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL) afirmou, em programa eleitoral exibido na noite de segunda-feira (14), que pretende defender no Congresso reformas para reduzir custos e diminuir a burocracia no país. Segundo ele, decisões tomadas em Brasília dificultam investimentos e prejudicam empresas e trabalhadores. A defesa dessas reformas também consta do material oficial de campanha do candidato.
“Viver no Brasil hoje está caro, mas o maior custo é o que você não vê: aquele que acontece antes de chegar o boleto”, afirmou o candidato.
Na propaganda, Reinaldo citou o fechamento de empresas e as dificuldades enfrentadas pelo setor varejista para defender mudanças nas regras e na condução da economia. Segundo números apresentados por ele, mais de 1.700 empresas brasileiras fecharam nos últimos anos. A campanha não detalha, no material consultado, o período exato, a fonte ou o critério utilizado para chegar a esse número.
O candidato também citou as Casas Bahia como exemplo das dificuldades enfrentadas pelo comércio. A rede anunciou nos últimos anos o fechamento de centenas de lojas e passou por processo de reestruturação financeira.
Reinaldo afirmou ainda que a dívida pública brasileira chegou à casa dos R$ 10 trilhões e relacionou o cenário ao aumento dos custos para a população e à dificuldade de investimentos. Em outro material de sua campanha, publicado em 7 de setembro, o candidato citou dados do Banco Central segundo os quais a dívida bruta alcançou R$ 10,8 trilhões em junho de 2026, equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB).
“Quando se demora anos para aprovar uma reforma, quem paga? Você. Quando um empresário desiste de investir, quem perde? Você. É sempre o povo brasileiro quem paga a conta de Brasília”, declarou.
MS COMO REFERÊNCIA
Durante o programa, Reinaldo comparou o cenário nacional com Mato Grosso do Sul e afirmou que o Estado adotou medidas para reduzir custos e criar um ambiente mais favorável aos investimentos.
“Aqui no Mato Grosso do Sul, a gente fez diferente: reduziu custos, enxugou excessos, criou um ambiente seguro para os investimentos — e eles vieram”, disse.
A comparação faz parte do discurso eleitoral do candidato, que governou Mato Grosso do Sul entre 2015 e 2022 e tem utilizado ações de sua gestão como referência para as propostas apresentadas na disputa pelo Senado.
Reinaldo afirmou que, caso seja eleito, pretende atuar pela aprovação de regras que, segundo ele, facilitem a atividade de quem trabalha, produz e investe.
“Estou pronto para lutar por um país que custe menos e uma vida que valha muito mais”, afirmou ao encerrar o programa.