
Mato Grosso do Sul confirmou o segundo caso de febre Oropouche no início de abril, segundo boletim divulgado em maio pelo Centro de Operações de Emergências (COE) para Dengue e outras Arboviroses. A infecção foi registrada em um jovem com idade entre 20 e 29 anos, o que coloca o Estado entre as regiões com transmissão ativa da doença viral.
O primeiro caso havia sido registrado em junho de 2024, em uma mulher de 42 anos, moradora de Campo Grande. Ainda não foi divulgado o município de residência do segundo paciente. O 24h News MS entrou em contato com a SES (Secretaria Estadual de Saúde) para obter mais informações e aguarda retorno.
Situação no Brasil preocupa
De acordo com o COE, o Brasil já contabiliza 10.072 casos confirmados de febre Oropouche entre as semanas epidemiológicas 1 e 19 deste ano — um crescimento de 56,4% em relação ao mesmo período de 2024, que havia registrado 6.440 casos.
O Espírito Santo lidera o ranking nacional, com 6.118 casos, seguido por Rio de Janeiro (1.900), Paraíba (640) e Ceará (573). Três óbitos suspeitos estão sob investigação nos estados do Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro, com a presença do genoma viral confirmada em amostras de soro.
Estados com transmissão ativa
Além de Mato Grosso do Sul, o boletim aponta transmissão ativa da Oropouche nos seguintes estados:
Roraima, Rondônia, Amapá, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Paraná.
Entenda a doença
A febre Oropouche é uma arbovirose transmitida principalmente pelo “mosquito-pólvora”, comum em áreas de mata e zonas rurais. O vírus é passado ao ser humano após a picada do inseto infectado, que pode ter contraído o vírus de outra pessoa ou animal doente.
Principais sintomas incluem:
Como se proteger
Segundo o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a melhor forma de prevenção é evitar exposição durante o fim da tarde, quando o mosquito é mais ativo. Também é recomendado:
A população deve ficar atenta aos sintomas e procurar uma unidade de saúde em caso de suspeita. A rápida notificação é fundamental para conter o avanço da doença em Mato Grosso do Sul.