
Nos meses de abril e maio deste ano, Três Lagoas registrou um salto alarmante de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com um total de 226 casos nesse período — o que representa mais de 80% do total de internações por doenças respiratórias em 2025. Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e acendem um alerta sobre a circulação de vírus respiratórios no município.
Do total, 123 internações envolvem moradores de Três Lagoas e outras 103 são de pacientes vindos de municípios vizinhos, confirmando a sobrecarga enfrentada pelo sistema de saúde local, que é referência regional. No acumulado de 2025, já são 313 internações por SRAG.
Segundo a Vigilância Epidemiológica da SMS, os principais vírus identificados nas análises são Influenza A e B, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Rinovírus, todos associados ao agravamento de síndromes gripais, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades.
“As equipes da saúde estão empenhadas para garantir atendimento a todos que precisam, mas a alta demanda tem exigido esforços contínuos como a ampliação da capacidade de internação hospitalar”, afirmou Adriana Spazzapan, coordenadora da Vigilância.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe segue em andamento em Três Lagoas. Até o momento, foram aplicadas 30.082 doses, o que representa 44,20% de cobertura vacinal — índice ainda abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Entre os públicos prioritários, 46,99% dos idosos, 40,42% das crianças e 37,78% das gestantes receberam a vacina. O município já recebeu 49.560 doses, e a SMS reforça a importância da imunização para evitar complicações graves e reduzir o número de internações.
A vacina contra a Influenza está disponível em todas as Unidades de Saúde da Família (USFs). Também estão sendo realizadas ações itinerantes em escolas públicas e particulares, além de atividades promovidas pela Central de Imunização.
A SMS orienta que a população mantenha os cuidados de prevenção, como uso de máscaras em locais fechados, lavagem das mãos com frequência e evitar contato com pessoas gripadas.
“A vacina é gratuita, segura e essencial para proteger os grupos vulneráveis. Precisamos aumentar essa cobertura para reduzir o impacto sobre nossos hospitais”, reforçou Adriana Spazzapan.