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Salgadeira é condenada a 17 anos de prisão por envenenar, esquartejar e ocultar o corpo do marido em Selvíria

Crime chocou a região em 2023 após partes do corpo da vítima serem encontradas às margens da BR-158; julgamento ocorreu quarta-feira (11) em Três Lagoas

Por: Redação 24h News MS
12/06/2025 às 08h45
Salgadeira é condenada a 17 anos de prisão por envenenar, esquartejar e ocultar o corpo do marido em Selvíria
Aparecida foi condenada por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver no Fórum de Três Lagoas (Foto: Divulgação / TJMS)

Foi condenada a 17 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, a salgadeira Aparecida Graciano de Souza, acusada de matar, esquartejar e ocultar o corpo do marido Antônio Ricardo Cantarin, de 63 anos, no município de Selvíria, em maio de 2023. O julgamento, marcado por tensão entre acusação e defesa, aconteceu na quarta-feira (11), no Fórum de Três Lagoas.

O júri popular, presidido pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos, da 1ª Vara Criminal, também impôs à ré o pagamento de 10 dias-multa, além da condenação por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Conforme as investigações da Polícia Civil, Aparecida utilizou “mão branca” – um veneno para ratos – para envenenar a vítima. Após a morte do marido, ela esquartejou o corpo e descartou os membros em diferentes pontos da região. O tronco de Antônio foi encontrado dentro de uma mala às margens da BR-158, dando início ao caso que mobilizou policiais da SIG (Seção de Investigações Gerais) de Selvíria.

Durante o julgamento, houve bate-boca entre o promotor de Justiça Luciano Anechini Lara Leite e o advogado de defesa, Rogério de Souza Silva, o que exigiu a intervenção do magistrado para manter a ordem no plenário. A discussão teve início após o advogado alegar que não havia perícia conclusiva sobre o uso do veneno, sendo prontamente rebatido pelo promotor.

A defesa sustentou que Aparecida vivia em situação de cárcere emocional, sendo dopada e abusada sexualmente pelo marido. Segundo os advogados, a vítima misturava medicamentos em bebidas alcoólicas para submetê-la aos abusos enquanto ela estava inconsciente. A alegação é de que, no dia do crime, o homem teria dito que não precisaria mais dopá-la para "fazer o que quisesse", o que teria levado Aparecida ao ponto de ruptura.

Após confessar o crime em depoimento, Aparecida indicou à polícia os locais onde estavam escondidas as demais partes do corpo, algumas delas armazenadas no próprio freezer da casa, junto com alimentos usados na produção de lanches.

A mulher está presa preventivamente desde a época do crime, e agora seguirá para o cumprimento definitivo da pena.

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