
Uma bebê de apenas 1 mês foi internada na Santa Casa de Campo Grande com múltiplas fraturas nas costelas, e os pais foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos. O caso foi registrado como lesão corporal culposa e omissão de socorro.
Segundo a Polícia Militar, a equipe foi acionada após a assistência social do hospital relatar suspeita de maus-tratos. A criança, nascida em 23 de novembro de 2025, estava internada na ala pediátrica sob cuidados médicos.
De acordo com a assistente social da Santa Casa, exames apontaram fraturas do 2º ao 8º arco costal do lado direito e do 2º ao 7º arco costal do lado esquerdo, além de um pequeno a moderado derrame pleural à direita.
Em conversa com a polícia, a mãe da bebê afirmou que as lesões teriam ocorrido no domingo (4), quando o pai da criança tentou fazer uma massagem torácica para aliviar cólicas e gases. Segundo ela, o genitor teria aplicado força excessiva sem perceber.
Ainda conforme o relato, após o ocorrido, os pais não procuraram atendimento médico imediato porque a criança não apresentava sinais aparentes de dor e por falta de recursos financeiros. A mãe disse que decidiu levar a filha à UPA do Leblon somente após receber o salário, quando a bebê foi transferida para a Santa Casa e os exames identificaram as fraturas.
O pai confirmou à polícia a versão apresentada pela mãe. Ele disse que realizou a massagem com a intenção de ajudar a filha, mas reconheceu que usou força excessiva por estar nervoso com o choro da criança. O homem também afirmou que teria ligado para o Samu no dia dos fatos, mas não apresentou registro da chamada.
No momento da chegada da polícia ao hospital, o pai não estava no local e havia saído sob a justificativa de buscar roupas. Ele retornou à Santa Casa após ser contatado pela assistência social.
A bisavó da bebê foi chamada para acompanhar a criança enquanto os pais foram levados à delegacia. A mãe foi liberada após ser ouvida preliminarmente pelo delegado responsável.
O Conselho Tutelar foi acionado pela Polícia Militar e pela assistência social do hospital, mas não compareceu. Conforme o registro policial, uma conselheira acionada pelo CIOPS teria se recusado a ir até o local.
O caso segue sob investigação.