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Decisão do STF sobre aposentadoria compulsória não afeta desembargadores já punidos em MS

Entendimento do Supremo vale para casos futuros e não altera sanções aplicadas anteriormente pelo CNJ

Por: Redação 24h News MS
28/05/2026 às 14h41
Decisão do STF sobre aposentadoria compulsória não afeta desembargadores já punidos em MS
Decisão do STF sobre aposentadoria compulsória de magistrados não deve atingir casos já julgados pelo CNJ em Mato Grosso do Sul (Foto: reprodução)

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que extingue a aposentadoria compulsória como punição máxima para magistrados condenados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não deve atingir desembargadores de Mato Grosso do Sul que já receberam esse tipo de sanção.

O entendimento foi firmado pelo ministro Flávio Dino e referendado pela Primeira Turma do STF. A medida considera, entre outros pontos, que a Reforma da Previdência, por meio da Emenda Constitucional nº 103, deixou de prever esse benefício como forma de punição disciplinar.

Apesar da mudança, especialistas apontam que a decisão não possui efeito retroativo. Com isso, sanções aplicadas anteriormente permanecem válidas e não sofrem alterações em razão do novo entendimento.

Entre os casos de Mato Grosso do Sul estão os das desembargadoras e desembargadores aposentados compulsoriamente pelo CNJ. Um deles envolve Tânia Borges de Freitas, punida em 2021 após investigação que concluiu que ela utilizou o cargo para tentar agilizar procedimentos relacionados à transferência de seu filho, Breno Borges, do sistema prisional para tratamento em uma clínica.

Segundo as apurações da época, a magistrada teria adotado medidas consideradas incompatíveis com as normas que regem a atuação do Judiciário, o que resultou na aplicação da penalidade administrativa.

Outro caso citado é o de Divoncir Schreiner Maran, que foi alvo de investigações após conceder habeas corpus a um traficante internacional durante a pandemia. O caso ganhou repercussão nacional após o beneficiado romper a tornozeleira eletrônica poucas horas depois de deixar a prisão.

Posteriormente, investigações passaram a apurar suspeitas de venda de decisões judiciais, hipótese que ainda motivou desdobramentos criminais e administrativos.

Especialistas consultados destacam que a nova interpretação do STF passa a orientar futuros processos disciplinares envolvendo magistrados, mas não modifica punições já consolidadas e aplicadas sob regras anteriores.

A decisão completa ainda aguarda publicação oficial, quando serão conhecidos todos os fundamentos jurídicos adotados pelo Supremo.

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