
A licitação aberta pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) para contratação de serviço de café da manhã destinado exclusivamente aos deputados estaduais provocou forte repercussão e uma onda de críticas nas redes sociais. O valor previsto para a contratação é de R$ 618 mil, destinados ao fornecimento das refeições aos 24 parlamentares da Casa.
Conforme divulgado nesta semana, o contrato prevê atendimento de segunda a sexta-feira, com um custo médio estimado de aproximadamente R$ 2,1 mil por mês para cada deputado ao longo de um período de 12 meses.
O edital foi publicado no Diário Oficial do Legislativo e a sessão de licitação está marcada para o dia 16 de junho. Entre as exigências da contratação estão produtos classificados como de primeira qualidade, incluindo itens como canapés, mix de castanhas, frios selecionados e sobremesas.
Na justificativa apresentada no processo, a Assembleia afirma que a contratação busca garantir condições adequadas de trabalho aos parlamentares e considera a medida tecnicamente viável e alinhada ao interesse público.
A divulgação do valor, porém, gerou reação imediata de parte da população. Nas redes sociais, diversos internautas questionaram a necessidade do gasto e defenderam que os próprios parlamentares arquem com as despesas das refeições.
Entre os comentários publicados, contribuintes classificaram a proposta como exagerada diante da realidade econômica enfrentada por grande parte da população e do funcionalismo público.
“O problema não é o café da manhã, a questão é o valor desse café”, comentou uma leitora.
Outros usuários destacaram que servidores de áreas como saúde, educação e segurança pública frequentemente custeiam o próprio café durante o expediente, sem qualquer auxílio institucional.
A repercussão também envolveu questionamentos sobre os salários dos parlamentares estaduais e os recursos destinados aos gabinetes, levantando debates sobre prioridades no uso do dinheiro público.
Procurado para comentar a contratação, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro, informou que os esclarecimentos deveriam ser prestados pela Primeira Secretaria da Casa. Até a publicação da reportagem original, não havia posicionamento detalhado sobre as críticas.
O caso ganhou grande visibilidade nas redes sociais e segue repercutindo entre eleitores, entidades e setores da sociedade civil, especialmente pela proximidade da abertura oficial da licitação.