
O início do inverno, registrado às 5h24 deste domingo (21), acendeu um sinal de alerta entre os pecuaristas de Mato Grosso do Sul. A previsão meteorológica aponta para a ocorrência de temperaturas próximas ou até inferiores a 0°C em algumas regiões do estado, além da possibilidade de geadas ao longo da estação.
O cenário preocupa o setor agropecuário, especialmente após a onda de frio registrada no mês passado, quando 83 bois e vacas morreram em decorrência de hipotermia nos municípios de Nova Andradina e Angélica.
De acordo com a previsão da Climatempo, o inverno deste ano deverá ser marcado pela presença de massas de ar frio e chuvas em diversas áreas do país, incluindo Mato Grosso do Sul.
Diante da possibilidade de novas quedas acentuadas de temperatura, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) orienta os produtores rurais a adotarem medidas preventivas para garantir proteção e conforto térmico aos animais.
Segundo o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, é fundamental que os rebanhos não permaneçam totalmente expostos em áreas abertas.
"Não deixe os seus animais em campos abertos. É importante que eles tenham proteção natural, como árvores, bosques ou capões de mata, onde possam se abrigar do frio, do vento e da chuva", alertou.
A Iagro ressalta ainda que, em casos de mortes provocadas por hipotermia, não há previsão de indenização por parte do Estado, uma vez que os cuidados preventivos são de responsabilidade dos proprietários rurais.
Entre as orientações divulgadas pela Iagro para reduzir os riscos ao rebanho estão:
• Manter os animais em áreas com capões de mata ou outras barreiras naturais contra ventos frios;
• Utilizar barreiras artificiais para minimizar a incidência de correntes de ar;
• Evitar deixar os animais próximos a rios, córregos e outros corpos d'água durante períodos de frio intenso;
• Recolher animais debilitados ou mais sensíveis para áreas de manejo mais próximas;
• Oferecer suplementação alimentar adequada, contribuindo para a manutenção da condição corporal e redução dos efeitos do estresse provocado pelo frio.
A agência destaca que a adoção dessas medidas pode ser decisiva para evitar novas perdas no campo durante os períodos de baixas temperaturas.