
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (07) que a Polícia Federal (PF) colha, no prazo de até 10 dias, o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que investiga suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão atende manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que considerou o depoimento do parlamentar uma etapa de "especial relevância" para o esclarecimento dos fatos antes da definição sobre o oferecimento ou não de denúncia.
A investigação teve início após relatório da Polícia Federal, encaminhado ao STF no mês passado, apontar a existência de "indícios concretos" de que Flávio Bolsonaro teria cometido o crime de calúnia em publicações feitas na rede social X no dia 3 de janeiro.
Segundo a investigação, o senador atribuiu ao presidente Lula a prática de crimes como tráfico de drogas, apoio a organizações terroristas, fraude eleitoral e lavagem de dinheiro. Em uma das postagens, Flávio também faz associação entre Lula e Nicolás Maduro.
O inquérito foi autorizado por Alexandre de Moraes em abril deste ano para apurar a suposta falsa imputação de crimes ao presidente da República.
Na decisão publicada nesta terça-feira (07), Moraes determinou o retorno do processo à Polícia Federal para a realização da oitiva do investigado dentro do prazo estabelecido.
Após o depoimento, caberá à Procuradoria-Geral da República decidir se apresenta denúncia ou solicita o arquivamento da investigação.