
Alvos da operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul na terça-feira (12/05), já haviam sido investigados anteriormente por suspeitas de fraudes em contratos públicos ligados à manutenção de vias em Campo Grande.
Entre os presos estão o ex-secretário municipal de Obras, Rudi Fiorese, além de servidores e engenheiros ligados à Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), que já tinham aparecido na Operação Cascalhos de Areia, realizada em 2023.
A investigação atual aponta um suposto esquema de fraudes em medições de serviços de tapa-buracos, envolvendo pagamentos milionários por obras que, segundo o Ministério Público, não teriam sido executadas integralmente.
Conforme as investigações, a organização criminosa teria provocado prejuízos milionários aos cofres públicos, além de enriquecimento ilícito dos envolvidos e impactos diretos na qualidade das vias públicas da Capital.
Durante o cumprimento dos mandados, investigadores encontraram cerca de R$ 429 mil em dinheiro vivo em imóveis ligados aos alvos da operação.
Segundo o MPMS, parte dos investigados já havia sido denunciada por crimes como corrupção, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro durante a Operação Cascalhos de Areia.
Na ação realizada em 2023, o foco das investigações eram contratos relacionados à manutenção de vias não pavimentadas e locação de maquinários, que ultrapassavam R$ 300 milhões.
Rudi Fiorese, que comandava a Secretaria de Obras desde 2017, foi um dos investigados na época e deixou o cargo após a operação.
Também aparecem nas duas investigações os nomes de Edivaldo Aquino Pereira, Mehdi Talayeh, Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula e Fernando de Souza Oliveira, todos ligados à estrutura da Sisep.
A nova operação ainda teve como alvo empresários do setor da construção civil. Entre eles está André Luís dos Santos, conhecido como “Patrola”, proprietário de empreiteiras investigadas por contratos milionários com o município.
O Ministério Público apura suspeitas de pagamentos indevidos por serviços supostamente não executados, além de possíveis mecanismos para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
A investigação é conduzida pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado), Unidade de Apoio à Investigação do CI/MPMS e pela 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da Capital.
Até o momento, a Prefeitura de Campo Grande não se pronunciou oficialmente sobre o caso.