
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, fez um apelo por unidade entre apoiadores da direita e voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante uma transmissão ao vivo realizada neste sábado (11). As declarações ocorreram após a leitura de uma carta atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que o apresenta como pré-candidato ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026.
Durante a transmissão, Flávio afirmou que a mensagem do pai representa um pedido para que divergências internas sejam deixadas de lado em favor da campanha eleitoral e convocou os apoiadores a se mobilizarem.
"O que ele está dizendo aqui é muito simples. Chegou a hora agora de todo mundo cair dentro, todo mundo vestir a camisa", afirmou.
O senador também declarou que a indicação feita por Jair Bolsonaro busca evitar conflitos dentro do grupo político.
"Primeiro agradecer a ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam falas conflituosas ou direções diferentes", declarou.
Ao longo da transmissão, Flávio Bolsonaro voltou a fazer críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando-o como o "verdadeiro inimigo do Brasil".
Segundo o parlamentar, o país enfrenta excesso de impostos, violência, insegurança jurídica e instabilidade política.
"Ninguém aguenta mais pagar tanto imposto, ninguém aguenta mais tanta violência, ninguém aguenta mais tanta perseguição. Esse é o legado que o governo Lula está deixando para todos os brasileiros", afirmou.
Durante a live, Flávio disse que pretende construir maioria no Congresso Nacional a partir de 2027 para aprovar mudanças constitucionais e endurecer a legislação penal.
Entre as propostas citadas pelo senador estão a redução da maioridade penal, diminuição da carga tributária, alterações na legislação criminal e investimentos em tecnologia e infraestrutura.
O parlamentar também fez um balanço da pré-campanha e afirmou que, desde que foi indicado por Jair Bolsonaro como pré-candidato à Presidência, percorreu mais de 15 estados brasileiros e visitou sete países em agendas políticas.
Segundo Flávio, a campanha pretende defender uma proposta de mudança para o país e buscar maior protagonismo do Brasil na economia mundial.