
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva pela atuação no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), grupos classificados pelo governo norte-americano como organizações terroristas estrangeiras.
As críticas foram feitas em documento divulgado nesta quarta-feira (16/09) no contexto da política antidrogas dos Estados Unidos. Apesar das cobranças direcionadas ao Brasil, o país ficou fora da lista de 23 nações classificadas pelo governo norte-americano como grandes produtoras de drogas ilícitas ou importantes territórios de trânsito.
Segundo o texto reproduzido pelo Metrópoles, o governo Trump afirma que o Brasil teria falhado em confrontar PCC e Comando Vermelho e atribui às organizações participação na transformação do país em um centro de distribuição internacional de cocaína. Trata-se de uma avaliação do governo dos Estados Unidos.
O documento também cobra que o governo brasileiro adote medidas mais duras contra as duas facções.
BRASIL FORA DA LISTA
A relação oficial para o ano fiscal de 2027 inclui 23 países. Entre eles estão Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, China, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá e Peru. O Brasil não integra a lista.
A inclusão na chamada “Major’s List” considera a importância geográfica, comercial ou econômica de determinado país para o trânsito ou produção de drogas ilícitas destinadas aos Estados Unidos e não significa, por si só, uma avaliação de seus esforços de combate ao narcotráfico.
Dos 23 países relacionados, Afeganistão, Bolívia, Mianmar (Birmânia) e Colômbia receberam a classificação adicional de terem falhado de forma demonstrável, nos 12 meses anteriores, em realizar esforços substanciais para cumprir suas obrigações internacionais de combate às drogas.
PCC E COMANDO VERMELHO
PCC e Comando Vermelho passaram a ser classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras em 2026. A medida foi anunciada pelo governo Trump em meio à ampliação da estratégia norte-americana contra organizações criminosas transnacionais.
O governo brasileiro manifestou oposição à classificação das facções como organizações terroristas, em meio a preocupações sobre os efeitos jurídicos e questões relacionadas à soberania nacional.
A política antidrogas da administração Trump prevê o uso de medidas financeiras, investigações, sanções e cooperação internacional para desarticular organizações classificadas pelos Estados Unidos como terroristas estrangeiras e organizações criminosas transnacionais.