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Ao criticar Brasil, Trump elogia direita latina no combate a facções

EUA incluiu países liderados pela direita na lista de trânsito de drogas, mas elogiou os governos. Com o Brasil, a medida foi inversa

Por: Redação 24h News MS
16/09/2026 às 09h13
Ao criticar Brasil, Trump elogia direita latina no combate a facções
Donald Trump critica Brasil pelo combate ao PCC e Comando Vermelho e elogia governos latino-americanos em documento dos Estados Unidos sobre narcotráfico. (Foto: Arte/Metrópoles)

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o Brasil pelo combate ao crime organizado e, no mesmo documento, elogiou governos latino-americanos por medidas adotadas contra o narcotráfico. A avaliação consta da determinação anual norte-americana sobre os principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas.

Apesar das críticas, o Brasil não aparece na lista de 23 países classificados pelos Estados Unidos como grandes territórios de trânsito ou produtores de drogas ilícitas. O próprio documento ressalta que a inclusão na relação não representa necessariamente uma avaliação negativa sobre as ações antidrogas de determinado governo, já que também são considerados fatores geográficos, comerciais e econômicos.

No trecho dedicado ao Brasil, o governo Trump afirma que o país “falhou em confrontar” o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras. O documento também atribui às facções participação na transformação do Brasil em um centro de circulação internacional de cocaína e cobra medidas mais duras do governo brasileiro. Essas afirmações representam a avaliação da administração norte-americana.

ELOGIOS A GOVERNOS DA REGIÃO

Em contraste com a avaliação sobre o Brasil, o documento elogia Argentina, Equador e El Salvador pela atuação contra o chamado narcoterrorismo e cita a disposição da presidente do Peru, Keiko Fujimori, em cooperar com Washington no combate ao crime organizado.

Argentina não integra a lista de 23 países, enquanto Equador, El Salvador e Peru aparecem na relação. A presença na lista, segundo a própria determinação norte-americana, decorre de fatores ligados à produção ou ao trânsito de drogas e não significa, por si só, reprovação à política antidrogas do governo do país.

Na Colômbia, Trump elogiou o presidente Abelardo de la Espriella e indicou que a avaliação norte-americana poderá ser revista caso o país avance no combate ao cultivo de coca e à produção de cocaína. A Venezuela também foi mencionada pela maior cooperação atribuída por Washington ao governo de Delcy Rodríguez no enfrentamento aos cartéis.

RESPOSTA DO GOVERNO BRASILEIRO

Após a publicação das críticas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública rebateu a avaliação norte-americana. Em nota, o governo brasileiro afirmou que “refuta quaisquer alegações” de falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional e disse que o documento desconsidera medidas adotadas pelo país.

O Ministério também destacou que o Brasil não foi incluído entre os 23 países formalmente classificados pelos Estados Unidos como grandes produtores ou territórios de trânsito de drogas ilícitas.

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