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Caminhoneiros iniciam paralisação em SP e categoria diz que MS pode aderir ao movimento

Mobilização pressiona o Senado pela votação da MP do Frete e pode ganhar força em outros estados.

Por: Redação 24h News MS
14/07/2026 às 06h40
Caminhoneiros iniciam paralisação em SP e categoria diz que MS pode aderir ao movimento
Mobilização de caminhoneiros começou em São Paulo e chegou a colocar Mato Grosso do Sul em estado de atenção. (Foto: Reprodução)

Uma mobilização de caminhoneiros teve início no Porto de Santos (SP) e pode ganhar adesão em Mato Grosso do Sul e em outros estados nos próximos dias. O movimento busca pressionar o Senado Federal pela votação da Medida Provisória nº 1.343/2026, conhecida como MP do Frete, antes do fim do prazo de validade.

A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados, estabelece regras mais rígidas para o cumprimento do piso mínimo do frete e prevê punições para empresas que descumprirem a legislação. Caso não fosse apreciada pelo Senado até quinta-feira (16/07), a medida perderia a validade.

A mobilização nacional é liderada por entidades representativas da categoria. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como "Chorão", orientou caminhoneiros a suspenderem as viagens como forma de pressionar pela votação da proposta.

MS ACOMPANHA O MOVIMENTO

Em Mato Grosso do Sul, o transporte de cargas segue operando normalmente. Motoristas e representantes da categoria informaram que, até o momento, não há bloqueios ou paralisações nas rodovias do Estado, embora acompanhem os desdobramentos da mobilização nacional.

A principal preocupação está relacionada a uma eventual adesão de Mato Grosso ao movimento. Caso isso ocorra, o escoamento da produção agrícola e industrial poderá ser afetado, aumentando a possibilidade de uma paralisação em nível nacional.

CATEGORIA AGUARDA DEFINIÇÃO

Na última semana, o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Mato Grosso do Sul (Sindicam-MS), Osny Belinati, afirmou que a categoria poderia aderir a uma greve caso a MP do Frete não fosse votada dentro do prazo.

Segundo ele, a perda da validade da medida manteria a insegurança nas negociações do transporte rodoviário de cargas, permitindo que empresas continuassem pagando valores abaixo do piso mínimo previsto na legislação.

Atualização: Na noite desta terça-feira (14/07), o Senado Federal aprovou a MP do Frete, retirando do texto o dispositivo que previa a criação de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros. A proposta segue para sanção presidencial.

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